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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

"A verdade sobre os Agrotóxicos II".

Orgânicos em Pratos Limpos

O temor que os alimentos com defensivos agrícolas façam mal à saúde tem feito com que muitos consumidores cogitem substituir frutas, verduras e legumes convencionais por seus equivalentes "orgânicos", ainda que tenham de desembolsar o dobro por isso. 

Veja o que dizem os especialistas sobre este tipo de cultivo.

O que são alimentos orgânicos: aqueles cultivados sem o uso de agrotóxicos ou hormônios de crescimento.

O que é permitido numa cultura orgânica: plantar ervas daninhas que atraiam para si as pragas, usar adubos naturais, como esterco, e empregar extratos vegetais, como os de neem e pimenta, para combater pragas e doenças. No entanto, segundo os engenheiros agrônomos, Rumy Goto da Unesp e José Otávio Menten da Universidade de São Paulo, algumas exceções são permitidas "para nutrirem o solo os agricultores usam fertilizantes à base de compostos químicos, como o sulfato de potássio", diz Rumy. Menten destaca ainda a utilização, na plantação orgânica, de defensivos amplamente empregados na agricultura convencional como o enxofre, a calda de fumo e a calda bordalesa (mistura de sulfato de cobre com cal). Essas substâncias, porém, não são inofensivas. "Todos esses produtos 'orgânicos' deveriam ser submetido a avaliações", defende Menten.

Como identificá-los: desde janeiro/2011 os orgânicos vendidos em lojas e supermercados vêm com selo do Ministério da Agricultura. Nas feiras, o consumidor deve verificar se o vendedor possui o cadastro de agricultor orgânico. A lista de habilitados está no site Prefira Orgânicos (www.prefiraorganicos.com.br). Não que isso seja garantido, entretanto. As regras para o credenciamento e fiscalização são um bocado vagas e têm muitas lacunas. Por isso mesmo, algumas grandes redes de varejo se certificam de que não estão vendendo gato por lebre testando elas próprias em laboratório, periodicamente, amostras dos vegetais que exibem em suas gôndolas. 

Quem fornece o selo: O produtor pode obtê-lo de duas maneiras. A primeira é contratar uma das seis empresas credenciadas pelo governo para o serviço. Elas avaliam a qualidade do solo e da água da plantação, antes de fornecer o selo. A outra são os chamados Sistemas Participativos de Garantia (SPG), em que um grupo de produtores se reúne com consumidores, pesquisadores e técnicos, sejam eles agrônomos ou não, e solicita autorização ao Ministério da Agricultura para se autocertificar. 

Quem fiscaliza: Não há fiscalização sobre o comercio de orgânicos em feiras livres. Nos outros casos ela é feita pelas próprias empresas que deve acontecer pelo menos uma vez por ano, não são claras, nem são exigidas análises periódicas para detectar eventuais resíduos de defensivos químicos nas plantações. "Esse tipo de avaliação só ocorre quando há uma denúncia ou quando se constata um risco, como a identificação de uma plantação vizinha que utiliza produtos químicos", diz Rogério Pereira Dias, coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura. 

Riscos: sem o controle adequado de produção e armazenagem, as plantas orgânicas podem ser contaminadas por fungos ou por bactérias como a salmonela e a Escherichia coli. Um caso celebre aconteceu na Alemanha, em junho de 2011: mais de 40 pessoas morreram e milhares foram parar no hospital após ingerir brotos de feijão de uma fazenda orgânica contaminados com E. coli. Ou seja, não só por ser orgânico um produto é necessária e automaticamente mais saudável que o similar cultivado com o auxilio de defensivos.


Obrigado mais uma vez pela visita!

*fonte: ANDEF

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